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Em pesquisas brasileiras realizadas pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), constatou-se que há irregularidades em praticamente todos os grupos de alimentos, desde excesso de agrotóxicos em produtos vegetais, até parasitas, hormônios e drogas veterinárias em produtos animais. Na Europa, a BSE ("vaca louca") abalou os alicerces da política de sanidade alimentar da União Européia, colocando em dúvida a qualidade dos alimentos que são consumidos pela população. Foi por isso que tomou força mundial o conceito de rastreabilidade, que envolve a recomposição da história do produto alimentício. Pode, assim, ser útil estabelecer:

- A origem exata de uma produção dos animais domésticos ou do vegetal, com os vários fatores que incorporam seu desenvolvimento;

- O histórico dos processos aplicados ao produto;

- A distribuição e a localização do produto acabado, com a possibilidade de retirada desse produto do mercado em caso de alerta nesse sentido.

De acordo com o conceito da rastreabilidade, deve existir também o sentido inverso, ou seja, o produtor deve obter a partir da rastreabilidade, o destino de sua produção. Esta é inclusive uma forma de promover a evolução cultural da base produtiva.

O software de rastreabilidade do leite (SIGA) nasceu de uma solicitação da DPA (Dairy Partners Americas) - joint venture entre a Nestlé e a Fonterra, com objetivo de realizar o controle da origem do produto leite, adquirido de cooperativas e indústrias de laticínios no território nacional. O software SIGA permite, nas suas aplicações local e web, que a empresa destino tome conhecimento de todo histórico do produto que ainda está a caminho de sua plataforma de recepção.